diretos do trabalhador CLT
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Guia completo sobre os direitos do trabalhador CLT: 

jornada, hora extra, férias, 13º, FGTS, aviso prévio e deveres. Consulta gratuita com advogada em Goiânia

Quais São os Direitos do Trabalhador pela CLT em 2025 | Marília Alves Advocacia
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Direitos CLT

Quais São os Direitos do Trabalhador pela CLT em 2025?

Dra. Marília Alves · OAB/GO Atualizado em julho de 2025 Leitura: 7 minutos

A CLT garante um conjunto de direitos que muitos trabalhadores conhecem pela metade. Este guia reúne o que a lei determina sobre jornada, salário, férias, FGTS, aviso prévio e estabilidades — em linguagem direta, sem juridiquês.

A Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, é a principal legislação que regula o trabalho com carteira assinada no Brasil. Ela define o que a empresa pode e não pode fazer — e o que o trabalhador tem direito de exigir.

Conhecer esses direitos não é questão de desconfiança: é questão de segurança. Trabalhador informado sabe quando algo está errado antes de assinar qualquer documento.

Direitos e deveres do trabalhador CLT: o que a lei diz

Os direitos da CLT se dividem em dois grupos: os que existem durante o contrato ativo e os que surgem no momento da rescisão. Este guia cobre os dois.

Jornada de trabalho

A CLT limita a jornada a 8 horas diárias e 44 horas semanais. Qualquer hora além desse limite é considerada hora extra e deve ser paga com acréscimo de no mínimo 50% sobre o valor da hora normal — ou compensada em banco de horas dentro das regras legais.

Exemplo prático

Se o salário é R$ 2.000 por mês e a jornada é 220 horas mensais, o valor da hora normal é R$ 9,09. A hora extra deve ser paga a R$ 13,63 no mínimo.

Adicional noturno

Quem trabalha no período noturno — entre 22h e 5h — tem direito a um adicional de pelo menos 20% sobre o valor da hora normal. Além disso, a hora noturna é computada como 52 minutos e 30 segundos, o que na prática aumenta a remuneração efetiva de quem trabalha nesse período.

Intervalo intrajornada

Para jornadas acima de 6 horas, a lei garante intervalo mínimo de 1 hora para refeição e descanso. Para jornadas entre 4 e 6 horas, o intervalo mínimo é de 15 minutos. Se a empresa não conceder esse intervalo ou conceder de forma reduzida, deve pagar o período como hora extra.

Salário mínimo e piso salarial

Nenhum trabalhador CLT pode receber menos que o salário mínimo nacional. Em muitas categorias, o piso salarial da categoria — definido por convenção coletiva — é superior ao mínimo nacional e prevalece sobre ele.

Tem dúvida se seus direitos estão sendo respeitados?

A Dra. Marília analisa seu caso gratuitamente e explica o que a lei garante para a sua situação específica.

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Direitos durante o contrato ativo

13º salário

Todo trabalhador CLT tem direito ao 13º salário, pago em duas parcelas: a primeira entre fevereiro e novembro, a segunda até 20 de dezembro. Quem é demitido antes de dezembro recebe o 13º proporcional aos meses trabalhados no ano.

Férias remuneradas com 1/3

Após 12 meses de trabalho — o chamado período aquisitivo — o trabalhador tem direito a 30 dias de férias remuneradas, acrescidas de 1/3 do salário. A empresa pode parcelar as férias em até três períodos, desde que o trabalhador concorde e um dos períodos seja de no mínimo 14 dias.

⚠️ Férias vencidas são um direito que muita gente perde

Se a empresa não conceder as férias dentro do prazo legal, ela passa a dever o período em dobro. Esse direito pode ser cobrado mesmo após a demissão, dentro do prazo de 2 anos.

FGTS

A empresa deposita mensalmente 8% do salário bruto em uma conta vinculada ao trabalhador no FGTS. O saldo pode ser sacado em situações específicas: demissão sem justa causa, aposentadoria, compra de imóvel, doenças graves, entre outras. O trabalhador pode consultar o saldo a qualquer momento pelo aplicativo FGTS.

Vale-transporte e vale-refeição

O vale-transporte é obrigatório para deslocamento casa-trabalho. O desconto máximo é de 6% do salário do trabalhador. O vale-refeição não é obrigatório por lei — depende de convenção coletiva da categoria ou política da empresa.

Licença maternidade e paternidade

A mãe tem direito a 120 dias de licença maternidade, que podem ser ampliados para 180 dias em empresas que aderiram ao Programa Empresa Cidadã. O pai tem direito a 5 dias de licença paternidade, podendo chegar a 20 dias no mesmo programa.

Quais são os direitos do trabalhador ao ser demitido

Os direitos na demissão variam conforme o tipo de rescisão. A tabela abaixo resume o que cada situação garante:

Verba Sem justa causa Pedido de demissão Justa causa
Saldo de salário✅ Sim✅ Sim✅ Sim
Aviso prévio✅ Sim✅ Sim (cumpre)❌ Não
13º proporcional✅ Sim✅ Sim❌ Não
Férias proporcionais + 1/3✅ Sim✅ Sim✅ Sim
Multa de 40% FGTS✅ Sim❌ Não❌ Não
Saque do FGTS✅ Sim❌ Não❌ Não
Seguro desemprego✅ Sim❌ Não❌ Não

Aviso prévio proporcional

O aviso prévio mínimo é de 30 dias. Para cada ano completo trabalhado acima de 1 ano, são acrescidos 3 dias, até o limite de 90 dias. Pode ser trabalhado — quando o trabalhador continua na empresa durante o período — ou indenizado, quando a empresa paga o valor sem que o trabalhador precise cumprir o prazo.

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Estabilidades: quando a empresa não pode demitir

A CLT e outras leis trabalhistas preveem situações em que o trabalhador tem estabilidade no emprego — ou seja, não pode ser demitido sem justa causa durante um período determinado:

  • Gestante: desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto
  • Acidente de trabalho: 12 meses após o retorno do afastamento pelo INSS
  • Membro da CIPA: desde o registro da candidatura até 1 ano após o mandato
  • Dirigente sindical: desde o registro da candidatura até 1 ano após o mandato
  • Pré-aposentadoria: em algumas convenções coletivas, trabalhador próximo de se aposentar tem proteção — depende da categoria

Demissão durante período de estabilidade pode gerar reintegração ao emprego ou indenização substitutiva, conforme o caso.

Direitos e deveres do trabalhador: o que a lei também exige de você

A CLT não é só um conjunto de direitos — ela também define obrigações do trabalhador. Conhecer esses deveres evita situações que podem levar a uma justa causa:

  • Cumprir a jornada de trabalho contratada
  • Seguir as normas internas da empresa que não contrariem a lei
  • Comunicar imediatamente faltas por doença, com apresentação de atestado dentro do prazo
  • Preservar o patrimônio e as informações confidenciais da empresa
  • Respeitar colegas, lideranças e clientes

A justa causa é aplicada quando o trabalhador comete falta grave prevista no artigo 482 da CLT — como ato de improbidade, abandono de emprego, embriaguez habitual, entre outros. Se você recebeu uma justa causa e acredita que ela foi aplicada de forma injusta, isso pode ser contestado na Justiça do Trabalho.

Prazo para cobrar direitos não pagos

⏱ 2 anos após a demissão. Não espere.

Você tem 2 anos a partir do fim do contrato para entrar com ação na Justiça do Trabalho, podendo cobrar direitos dos últimos 5 anos do contrato. Cada mês de espera é um mês de direito que pode prescrever.


Perguntas frequentes

Qual é a jornada máxima de trabalho permitida pela CLT?
A CLT limita a jornada a 8 horas diárias e 44 horas semanais. Horas além disso são consideradas extras e devem ser pagas com acréscimo mínimo de 50% — ou compensadas em banco de horas dentro das regras legais.
Tenho direito a adicional noturno?
Sim. Quem trabalha entre 22h e 5h tem direito a adicional noturno de pelo menos 20% sobre o valor da hora normal. Esse adicional é devido mesmo que o trabalhador faça apenas parte da jornada nesse período.
Posso ser demitido durante período de estabilidade?
Não. Trabalhadores em período de estabilidade — gestantes, acidentados, membros de CIPA, entre outros — não podem ser demitidos sem justa causa durante esse período. A demissão pode ser declarada nula pela Justiça do Trabalho.
O que acontece se a empresa não depositar o FGTS?
A empresa é obrigada a depositar 8% do salário mensalmente no FGTS. Se não depositar, o trabalhador pode cobrar esses valores na Justiça do Trabalho, com juros e correção monetária. Você pode verificar os depósitos a qualquer momento pelo aplicativo FGTS.
Recebi justa causa. Posso contestar?
Sim. Se você acredita que a justa causa foi aplicada de forma injusta ou sem provas suficientes, é possível contestar na Justiça do Trabalho. Em caso de procedência, a demissão pode ser convertida em dispensa sem justa causa, com direito a todas as verbas rescisórias.
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OAB/GO · Direito do Trabalho e Previdenciário

Dra. Marília Alves

Advogada especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário, com atuação em Goiânia e região metropolitana. Atendimento presencial e online, com foco em recuperar o que é de direito do trabalhador.

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